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Minha Travessia

Me chamo Gabriel (Gael), sou de Contagem (MG) e atualmente moro em Lapinha da Serra, lugar onde decidi criar raízes e dar asas à imaginação. Minha trajetória na arte começou ainda na infância, sempre incentivada no campo pessoal e profissional.
 
Filho de trabalhadores da indústria têxtil, foi desse universo que nasceu meu trabalho com a reciclagem de retalhos, transformando materiais descartados em obras que unem criatividade, memória e sustentabilidade.
 
Além de artista visual, atuo como condutor ambiental, e minha pesquisa é profundamente inspirada pela relação entre território, natureza e comunidade. Essa conexão se manifesta em quadros, murais e intervenções artísticas que valorizam as histórias, a biodiversidade e a cultura local.
 
Em 2025, iniciei o projeto ECOAR-TE, com o propósito de criar murais na Vila da Lapinha e fortalecer o sentimento de pertencimento através da arte.

Minha arte

Minha pesquisa com obras têxteis nasce do encontro entre memória, pertencimento e criação. Cresci em meio à indústria têxtil da minha família, cercado por linhas, tecidos, máquinas de costura e pelos gestos do trabalho manual.

Durante a infância e a adolescência, esse universo esteve sempre presente na minha vida, mas, por muito tempo, eu não conseguia enxergar o meu lugar dentro dele. Existia a expectativa de que eu seguisse o caminho da fábrica, enquanto o meu desejo era explorar a arte, a natureza e outras formas de compreender o mundo. Foi essa busca que me levou a viver em Lapinha da Serra.

Anos depois, durante uma visita à Febratex, em Santa Catarina, um novo olhar surgiu sobre aquilo que sempre fez parte da minha história. Ao observar diferentes possibilidades de criação com tecidos, imaginei os retalhos descartados no galpão da fábrica da minha família deixando de ser resíduos para se tornarem matéria artística.

Naquele instante, compreendi que não precisava escolher entre minha trajetória como artista e minhas raízes. Desde então, os retalhos passaram a ocupar um lugar central na minha pesquisa.

Minha pesquisa com obras têxteis nasce do encontro entre memória, pertencimento e criação. Cresci em meio à indústria têxtil da minha família, cercado por linhas, tecidos, máquinas de costura e pelos gestos do trabalho manual.

Durante a infância e a adolescência, esse universo esteve sempre presente na minha vida, mas, por muito tempo, eu não conseguia enxergar o meu lugar dentro dele. Existia a expectativa de que eu seguisse o caminho da fábrica, enquanto o meu desejo era explorar a arte, a natureza e outras formas de compreender o mundo. Foi essa busca que me levou a viver em Lapinha da Serra.

Anos depois, durante uma visita à Febratex, em Santa Catarina, um novo olhar surgiu sobre aquilo que sempre fez parte da minha história. Ao observar diferentes possibilidades de criação com tecidos, imaginei os retalhos descartados no galpão da fábrica da minha família deixando de ser resíduos para se tornarem matéria artística.

Naquele instante, compreendi que não precisava escolher entre minha trajetória como artista e minhas raízes. Desde então, os retalhos passaram a ocupar um lugar central na minha pesquisa.

CRIATIVIDADE COM INTENÇÃO

De que maneira a experiência criativa transforma a forma como percebemos nós mesmos e o mundo?

A pergunta que guia minha pesquisa é como o processo criativo desenvolve o autoconhecimento. A partir dessa pergunta, desdobro meu trabalho em diferentes linguagens, como obras têxteis, murais, produção audiovisual e vivências na natureza, entendendo a criação como um caminho de escuta, investigação e conexão com o território e conosco mesmos. Cada linguagem se torna uma forma de observar e elaborar experiências, ampliando o olhar sobre quem somos e sobre como vivemos no mundo.

Processo Criativo

Mais do que reutilizar materiais, investigo as memórias, os afetos e as histórias que eles carregam. Cada fragmento aproxima minha prática da minha família, valoriza o trabalho manual e transforma o que seria descartado em permanência, cuidado e criação.

Meu processo acontece em etapas. As obras começam com desenhos, mas não posso prever completamente o resultado final. Cada retalho tem sua própria textura, sua própria cor. E é só durante o processo de criação que esses elementos começam a dialogar entre si.

Muitas vezes, só consigo compreender a obra em sua totalidade quando o último ponto é costurado. Esse tempo de espera faz parte do trabalho.

Mais do que reutilizar materiais, investigo as memórias, os afetos e as histórias que eles carregam. Cada fragmento aproxima minha prática da minha família, valoriza o trabalho manual e transforma o que seria descartado em permanência, cuidado e criação.

Meu processo acontece em etapas. As obras começam com desenhos, mas não posso prever completamente o resultado final. Cada retalho tem sua própria textura, sua própria cor. E é só durante o processo de criação que esses elementos começam a dialogar entre si.

Muitas vezes, só consigo compreender a obra em sua totalidade quando o último ponto é costurado. Esse tempo de espera faz parte do trabalho.

OBRAS TÊXTEIS

Como estamos nos relacionando com nossos vazios e com aquilo que escolhemos descartar?

Minha investigação parte do tecido, mas não se limita a ele. O tecido é o meio através do qual investigo pertencimento, memória, território, natureza e relações humanas. E é essa pesquisa que orienta meu trabalho e que depois se desdobra em pinturas, murais, intervenções, registros audiovisuais e experiências compartilhadas.